Educação
financeira: Consumo consciente
O programa de educação
financeira voltado a crianças e jovens, iniciado na última
semana em 442 escolas de todo o país, vem reforçar uma série
de medidas já adotadas por entidades do setor financeiro e tem o
mesmo propósito: contribuir para que o brasileiro adquira a consciência
que o consumo não sustenta sozinho o crescimento econômico.
Em todo o País, 15 mil alunos já recebem aulas de educação
financeira, em projeto piloto capitaneado por entidades nacionais do setor
como Comissão de Valores Mobiliários (CVM), BM&FBovespa,
Banco Central (BC) e Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Em algumas escolas de Juiz de Fora, o programa já é realidade
e, gradativamente, será inserido em outras cidades e regiões
de Minas Gerais.
E o melhor é que
ele atende também a estudantes da escola pública, responsável
pelas chamadas classes menos favorecidas. Melhor porque o desejo pela geladeira
maior, uma boa máquina de lavar ou um forno de micro-ondas, já
realizado, cedeu espaço a sonhos que incluem a TV de LCD e celular
de última geração, entre outros objetos de desejo
daqueles que não adquiriram ainda um potencial financeiro para investir
na contratação de um bom plano de saúde, ou em cursos
de língua estrangeira, essenciais para assegurar a futura empregabilidade
dos filhos.
Esse movimento educativo
foi iniciado pela iniciativa privada timidamente, em 2008, em pleno ano
de crise financeira para a reeducação do público adulto.
Entre as pioneiras em tais iniciativas, encontra-se a XP Educação,
que começou o investimento nesse projeto com R$ 600 mil e, já
neste ano, o valor subiu para R$ 1,8 milhão. A previsão para
2011 é R$ 2,7 milhões. A empresa é braço educacional
da XP Investimentos, corretora que tem 70 mil clientes.
A própria MBK, em
Belo Horizonte, desenvolve ações para pessoas físicas
na sede da empresa ou em modelo in company. Mais de 400 pessoas já
participaram de palestras gratuitas e em torno de 300 novos investidores
já foram formados em cursos.
O Banco Mundial acompanhará
a experiência educativa governamental por tê-la considerado
inovadora, decidindo usá-la como referência internacional.
Como bem enfatizou Rogelio
Marchetti, do Banco Mundial, a proposta é ensinar os alunos a tomarem
decisões conscientes de consumo no dia a dia, como conseguir administrar
a mesada para gastos como chicletes e revistas, ou saber exatamente quanto
pagarão a mais num cinema em vez de num aluguel de DVD. Ao todo,
serão 30 mil alunos acompanhados com o grupo dividido em duas etapas
de 18 meses. Portanto, em um ano e meio, o que se espera é que já
se tenha 15 mil novos multiplicadores da importante cultura do consumo
consciente.
Como se pode ver, a abordagem
educativa do mercado financeiro é uma estratégia interessante
de marketing com um saldo positivo para a sociedade. Afinal, na linguagem
da economia moderna, deve-se lutar a favor do dinheiro e, não contra.
(Márcio Cadar - O Tempo)
De
olho nas finanças: Termos mais utilizados
Operações
de Crédito
Conta de ativo do balanço
patrimonial de uma instituição financeira, que representa
a soma de todas as operações de empréstimo realizadas
pela instituição deduzidas da reserva para empréstimos
duvidosos. As operações de arrendamento mercantil e de outros
créditos são classificadas separadamente.
Overnight
Indica as aplicações
financeiras feitas no open market em um dia para serem resgatadas no dia
seguinte.
Passivo Oneroso
Conceito utilizado somente
para instituições financeiras e que engloba a soma de todos
passivos que acarretam uma despesa financeira para a instituição.
O custo financeiro total desses passivos reflete a despesa de intermediação
financeira, e está incluído na receita bruta de intermediação
financeira.
Provisão (ou Reserva)
para Perdas
Conta de ativo no balanço
de instituições financeiras que expressa todos as provisões
feitas pela instituição para potenciais perdas com as suas
operações de crédito.
A relação
entre a provisão para perdas e o total de créditos duvidosos
da instituição indica o grau de conservadorismo na sua política
de cessão de créditos.
Provisão para Crédito
Duvidoso
Conta do demonstrativo de
resultado de uma instituição financeira que inclui a provisão
anual feita para cobrir os riscos de crédito classificados como
duvidosos pela instituição. Em geral analistas verificam
a relação entre a provisão para crédito duvidoso
e o total de operações de crédito no balanço
para estimar o grau de risco da carteira de empréstimos. (Glossário
- InfoMoney)
Vamos
desmistificar os "Investimentos"?
C-Bond (Brazil Capitalization
Bond)
Principal título
de dívida externa do País, o C-Bond foi emitido como parte
da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano
Brady), com vencimento em 2014. A maior parte destes títulos foi
trocada pelos A-Bonds, em operação realizada em 2005. O nome
Capitalization Bond (ou Bônus de Capitalização) vem
do fato de que parte dos juros, nos primeiros seis anos era capitalizada.
Caderneta de Poupança
Uma das aplicações
mais conhecidas no mercado brasileiro, a poupança é o sinônimo
de segurança para muitos investidores, pois conta com a garantia
do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Através dele o investidor
que aplica na poupança tem garantia de recebimento dos valores aplicados,
mesmo em caso de quebra do banco, para valores de até R$ 20mil por
CPF.
Uma das maiores críticas
com relação à poupança reside na sua baixa
rentabilidade comparativa, os depósitos de poupança são
isentos da cobrança do imposto de renda, tendo remuneração
composta pela TR (correção monetária) + 0,5% (juros)
ao mês, com aniversário a cada 30 dias.
Capital Garantido
Define uma modalidade de
fundo de investimento, que tem como objetivo proteger o investimento inicial
no caso de uma variação negativa do Ibovespa. Se a rentabilidade
do Ibovespa for positiva, então a rentabilidade do fundo também
será, mas em menor proporção, enquanto se a rentabilidade
do Ibovespa for negativa, o investidor tem assegurado que receberá
a mesma quantia inicialmente investida no vencimento da aplicação.
Carnê-Leão
O carnê-leão
é um recolhimento mensal obrigatório de imposto de renda
sobre rendimentos que você recebe de outra pessoa física (por
exemplo gratificações) ou rendimentos que você tenha
no exterior com o quais não mantenha nenhum tipo de vínculo
empregatício.
Você é o responsável
pelo recolhimento que deve ser feito mensalmente por meio de ficha DARF.
O pagamento do Carnê-Leão
é devido quando o rendimento recebido, depois das deduções
permitidas, for superior ao limite de isenção da Tabela Progressiva
Mensal do Imposto de Renda (www.receita.fazenda.gov.br).
Carteira Administrada
Termo usado para determinar
um serviço mais personalizado oferecido para clientes de maior porte.
Em geral, incluem investimentos em ações e renda fixa e também
em mercados futuros.
A composição
dos investimentos é revista diariamente com o cliente, que deve
estabelecer seus objetivos em termos de segurança, liquidez e retorno.
Em geral os principais clientes deste tipo de serviço são
os chamados clientes institucionais, como os fundos de pensão.
Estes fundos levam desvantagem
em relação aos fundos de investimento tradicionais, pois
a CPMF é cobrada a cada transação. Exatamente por
isto, a maioria das carteiras administradas hoje opera como fundos exclusivos
com baixas taxas de administração, além de não
terem de pagar CPMF por transação. (Glossário
- InfoMoney)
Entendendo
mais sobre Cartão de Crédito
Acquirer
Termo usado na indústria
de cartão de crédito que denomina as empresas responsáveis
pela filiação, gerenciamento e relacionamento com os estabelecimentos
comerciais. No Brasil estão presentes a RedeCard, VisaNet e o Amex.
Cada uma delas é responsável pelo relacionamento com os estabelecimentos
que recebem cartões de bandeiras específicas, ou seja, cada
bandeira tem apenas um acquirer.
Por exemplo, a Redecard
é responsável pelos estabelecimentos da maioria das bandeiras
(Mastercard, Diners Club e RedeShop), enquanto a VisaNet e o Amex são
responsáveis respectivamente pelos estabelecimentos que trabalham
com os cartões das bandeiras Visa e American Express.
Anuidade (ou taxa de anuidade)
Valor cobrado anualmente
pela administradora do cartão de crédito pelos serviços
prestados. Muitas instituições já isentam deste pagamento
seus melhores clientes.
Atraso no pagamento
Evento que acontece quando
a fatura não é paga na data de vencimento, ou no 1º
dia útil seguinte a este, quando o vencimento acontece em um sábado,
domingo ou feriado. Neste tipo de situação, o portador do
cartão deve pagar multas e encargos, sendo que em geral estes são
cobrados na fatura seguinte. O pagamento inferior ao valor mínimo
expresso na fatura também é considerado como atraso e, como
tal, sujeito aos encargos previstos neste tipo de situação.
Autorização
Antes de concluir uma compra
com cartão, o estabelecimento comercial pede ao banco emissor autorização,
para tanto fornece o número do cartão, o valor da compra
e a validade do mesmo. A resposta é dada via equipamento eletrônico
(chamado 'Point of Sale', ou POS), ou pela central de atendimento telefônico,
através de um código que garante o recebimento do valor da
operação efetuada. (Glossário - InfoMoney)
Você
sabia? Termos do Mercado
C-Bond (Brazil Capitalization
Bond)
Principal título
de dívida externa do País, o C-Bond foi emitido como parte
da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano
Brady), com vencimento em 2014. A maior parte destes títulos foi
trocada pelos A-Bonds, em operação realizada em 2005. O nome
Capitalization Bond (ou Bônus de Capitalização) vem
do fato de que parte dos juros, nos primeiros seis anos era capitalizada.
Caderneta de Poupança
Uma das aplicações
mais conhecidas no mercado brasileiro, a poupança é o sinônimo
de segurança para muitos investidores, pois conta com a garantia
do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Através dele o investidor
que aplica na poupança tem garantia de recebimento dos valores aplicados,
mesmo em caso de quebra do banco, para valores de até R$ 20mil por
CPF.
Uma das maiores críticas
com relação à poupança reside na sua baixa
rentabilidade comparativa, os depósitos de poupança são
isentos da cobrança do imposto de renda, tendo remuneração
composta pela TR (correção monetária) + 0,5% (juros)
ao mês, com aniversário a cada 30 dias.
Call - Opção
de compra
Termo que vem do inglês
e é usado no mercado de opções e significa opção
de compra. Quando um investidor compra uma opção de compra,
ele paga um prêmio para adquirir o direito de comprar um determinado
ativo financeiro por um preço previamente determinado durante o
prazo de vigência ou no vencimento da opção.
Captação
(1) Termo que reflete uma
das principais atividades das instituições financeiras. Quando
você deposita um dinheiro em uma caderneta de poupança, abre
uma conta corrente, ou simplesmente compra um CDB, estas quantias são
consideradas como valores captados pelo banco em questão.
(2) Também pode ser
usado para determinar a emissão de títulos no mercado de
capitais, através da qual tanto instituições financeiras,
empresas e governos conseguem obter recursos para financiar suas atividades.
Por exemplo, quando uma empresa brasileira emite um título de dívida
no mercado externo, do tipo eurobond, diz-se que a empresa fez uma "captação"
no mercado externo. (Glossário - InfoMoney)
De
Olho na Previdência: Débito automático em conta
O site da Previdência
Social permite o agendamento automático de pagamento de contribuições
previdenciárias para débito em conta bancária.
Para quem serve?
O serviço é
destinado aos contribuintes individuais, facultativos, empregados domésticos
e segurados especiais.
Passo a passo
Antes de tudo, consulte
se o seu banco já possui convênio. Selecione a instituição
bancária e clique em "Confirma". Crie uma senha numérica
com no mínimo quatro e no máximo oito caracteres. O site
pede para você não esquecer a senha, pois na terceira tentativa
o sistema vai solicitar informações cadastrais que, se não
confirmadas, resultam no cancelamento do serviço. Digite o CPF e
a senha. Depois, forneça o identificador do contribuinte (CI/PIS/PASEP).
Acesse este serviço
no link http://www1.dataprev.gov.br/debcon/debcon.html
A
cultura do sistema em doses homeopáticas
Trechos da literatura formadora
da cultura da previdência complementar
Livro: Introdução
à Previdência Complementar - 1a. Edição - Coordenação
editorial Wagner de Góes - Editores ABRAPP / ICSS / SINDAPP
O que são e como
funcionam os fundos de pensão
Devanir Silva - Superintendente
Geral da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de
Previdência Complementar - ABRAPP
(continuação
do texto de 20 de agosto)
A Previdência Complementar
Privada deve ser acessível a todos, competindo ao Estado estimular
os indivíduos a ingressarem no seu sistema de proteção,
e as empresas e entidades sindicais ou associativas a aderirem aos esforços
individuais nesse sentido. O Estado utilizará para esse fim todos
os mecanismos de incentivo de que dispõe, visando a tornar a Previdência
Complementar efetivamente universal no País.
A Previdência
Complementar proporcionada pelas empresas em seu conjunto com os empregados,
e mais recentemente a que começa a ser instituída por sindicatos
e associações junto com suas categorias profissionais, é
uma conquista dos trabalhadores brasileiros. Fruto de um pacto entre essas
partes, ela é inerente às sociedades democráticas
e aos regimes econômicos de livre iniciativa, tendo como pré-requisito,
portanto, um cenário de livre negociação das relações
trabalhistas, das quais é fruto e as quais valoriza e fortalece.
O regime de livre iniciativa – é assim entendido como essencial
à preservações da dignidade humana.
O regime de livre iniciativa
pressupõe a segregação do Estado nas funções
que são típicas e intransferíveis. O processo de desestatização
foi, por isso mesmo, apoiado pelas EFPCs, que viram nele uma forma de democratização
do capital mediante maior participação de brasileiros no
capital das antigas empresas estatais.
As EFPCS são o mecanismo
institucional da Previdência Complementar, formada em conjunto pelas
empresas e seus empregados, e também por sindicatos e associações
e suas categorias profissionais. Nesse sentido, os planos de previdência
complementar derivam de políticas de Recursos Humanos, representando
estágios avançados da relação de trabalho.
A EFPC é uma entidade de direito privado formada por pacto entre
as empresas patrocinadoras e seus empregados, ou entre sindicatos e associações
e trabalhadores. A interferência do poder público na sua organização
ou gestão acontecerá, nos termos da lei, exclusivamente para
o fim de fortalecê-la e para proteger o patrimônio dos participantes
por ela administrado.
Patrocinadores/Instituidores
e trabalhadores são autônomos e independentes, sob a lei,
para formar e manter as suas entidades de previdência complementar,
bem como acordar sobre a extensão dos planos de benefícios
e sobre as respectivas responsabilidades em face dos planos de custeio.
As contribuições, no caso das empresas patrocinadoras, integram
a cesta de remuneração devida por esta aos seus empregados
e estabelecem, assim, entre ambas as partes, uma relação
contratual.
Os fundos de pensão
são entidades de caráter social, estando legalmente descritos
o seu alcance e os deveres e benefícios existentes na sua relação
com o poder público.
Como entidades privadas,
as EFPCs não poderão ser objeto de tratamento diferenciado
por parte do poder público em virtude da natureza jurídica
de sua patrocinadora. Todas deverão ser iguais na de organização
e funcionamento e nas suas finalidades, e os seus participantes deverá
ser assegurado igual tratamento. As entidades consagram o regime financeiro
de capitalização como ideal e insubstituível para
a formação das reservas garantidoras dos seus planos de benefícios.
Em face desse regime, e ao compromisso dele decorrente, as entidades estão
livres para buscar a melhor aplicação para os recursos que
administram, visando sempre a maximizar o retorno em benefício dos
participantes. A busca de legítimas oportunidades de mercado é,
portanto, uma prerrogativa e um dever das entidades. (continua
na próxima edição...)
Fundo
de Pensão: Entendendo os conceitos
Beneficiário
Dependente do participante,
ou pessoa por ele designada, inscrito no Plano de Benefícios nos
termos do respectivo Regulamento, para fins de recebimento de benefícios
por ele oferecidos.
Benefício
1) prestação
previdenciária assegurada por Plano de Benefícios administrado
por EFPC, correspondente a pagamento em espécie, desde que cumpridos
os requisitos previstos no respectivo Regulamento;
2) prestação
previdenciária básica assegurada pelo regime geral de previdência
social, correspondente a pagamento em espécie.
Benefício de Caráter
Assistencial
Benefício de assistência
à saúde oferecido por EFPC.
Benefício de Pagamento
Único
Benefício de caráter
previdenciário cujo pagamento é efetuado em uma só
prestação.
Benefício de Prestação
Continuada
Benefício de caráter
previdenciário pago periodicamente, sob a forma de renda ou de anuidades.
(Dicionário de Termos Técnicos ABRAPP)
Entendendo
a gestão dos Fundos de Pensão
Divulgação
de informações
Observado o disposto em
normas específicas, as políticas de investimento, as premissas
e hipóteses atuariais estabelecidas para períodos de tempo
determinados devem ser divulgadas aos patrocinadores, instituidores e empregados
da EFPC e aos participantes e assistidos dos planos de benefícios,
de modo a propiciar o empenho de todos para a realização
dos objetivos estabelecidos.
O orçamento da EFPC,
segregado por plano de benefícios, deve ser elaborado considerando
as especificidades de cada plano.
Quando as circunstâncias
recomendarem, a divulgação acima poderá ser estendida
ao público, tendo presente a relação custo-benefício
envolvida.
Sem prejuízo do disposto
em normas específicas, a comunicação com os participantes
e assistidos deve ser em linguagem clara e acessível, utilizando-se
de meios apropriados, com informações circunstanciadas sobre
a saúde financeira e atuarial do plano, os custos incorridos e os
objetivos traçados, bem como, sempre que solicitado pelos interessados,
sobre a situação individual perante o plano de benefícios
de que participam.
A divulgação
dos custos deve abranger os gastos referentes à gestão de
carteiras, custódia, corretagens pagas, acompanhamento da política
de investimentos, consultorias, honorários advocatícios,
auditorias, avaliações atuariais e outras despesas relevantes.
Sistemas de Informações
Os sistemas de informações,
inclusive gerenciais, devem ser confiáveis e abranger todas as atividades
da EFPC.
Deve haver previsão
de procedimentos de contingência e segregação de funções
entre usuários e administradores dos sistemas informatizados, de
forma a garantir sua integridade e segurança, inclusive dos dados
armazenados.
Os órgãos
de governança e gestão da EFPC devem zelar permanentemente
pela exatidão e consistência das informações
cadastrais.
O disposto acima compreende
a adoção de procedimentos de atualização e
verificação das informações fornecidas por
terceiros, inclusive patrocinadores ou instituidores dos planos de benefícios
(Termos da Resolução CGPC/MPS nº 13, de 01 de outubro
de 2004)
Legislação:
O que trata de que?
Instrução
SPC nº 28, de 30 de dezembro de 2008
Estabelece orientações
e procedimentos a serem adotados pelas entidades fechadas de previdência
complementar para a execução da Resolução CGPC
nº 26, de 29 de setembro de 2008, e dá outras providências.
Para acessar o conteúdo
utilize o link http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_090204-092056-785.pdf
Instrução
SPC nº 27, de 08 de dezembro de 2008
Disciplina o encaminhamento
de consultas sobre matérias relativas à aplicação
de estatutos das entidades fechadas de previdência complementar,
regulamentos dos planos de benefícios por elas administrados e convênios
de adesão ao Departamento de Legislação e Normas da
Secretaria de Previdência Complementar, e dá outras providências.
Para acessar o conteúdo
utilize o link http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081209-092323-131.pdf
Instrução
SPC nº 26, de 01 de setembro de 2008
Estabelece orientações
e procedimentos a serem adotados pelas entidades fechadas de previdência
complementar em observância ao disposto no art. 9º da Lei nº
9.613, de 3 de março de 1998, bem como no acompanhamento das operações
realizadas por pessoas politicamente expostas e dá outras providências.
Para acessar o conteúdo
utilize o link http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-104500-257.pdf
Instrução
SPC nº 25, de 21 de julho de 2008
Estabelece prazo para envio
dos balancetes contábeis mensais dos planos de benefícios,
das operações comuns, das operações administrativas
e do consolidado.
Para acessar o conteúdo
utilize o link http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-104849-290.pdf
Instrução
SPC nº 24, de 06 de maio 2008
Dispõe sobre normas
procedimentais para envio de dados estatísticos de população
e de benefícios.
Para acessar o conteúdo
utilize o link http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-104849-387.pdf
Instrução
SPC nº 23, de 06 de maio 2008
Dispõe sobre normas
procedimentais para acesso aos sistemas de informação gerenciados
pela Secretaria de Previdência Complementar.
Para acessar o conteúdo
utilize o link http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-104849-179.pdf
Instrução
SPC nº 22, de 07 de abril 2008
Regulamenta a forma e a
periodicidade de envio, à Secretaria de Previdência Complementar,
das informações da carteira de aplicações dos
fundos de investimento e dos fundos de investimento em cotas de fundos
de investimento classificados como previdenciários e pertencentes
às carteiras dos planos de benefícios administrados pelas
entidades fechadas de previdência complementar, e dá outras
providências.
Para acessar o conteúdo
utilize o link http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-104800-501.pdf
Instrução
SPC nº 21, de 07 de abril 2008
Altera a Instrução
nº. 14, de 18 de janeiro de 2007, que dispõe sobre os procedimentos
de preenchimento, envio e divulgação de informações
dos investimentos dos planos de benefícios administrados pelas entidades
fechadas de previdência complementar, e dá outras providências.
Para acessar o conteúdo
utilize o link http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-104800-394.pdf
Instrução
SPC nº 20, de 01 de fevereiro de 2008
Estabelece orientações
e procedimentos a serem adotados pelas entidades fechadas de previdência
complementar – EFPC em observância ao disposto no art. 9º da
Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, bem como no acompanhamento
das operações e das propostas de operações
realizadas por pessoas politicamente expostas e no combate ao financiamento
ao terrorismo, revoga a Instrução SPC n.º 18, de 9 de
novembro de 2007, e dá outras providências.
Para acessar o conteúdo
utilize o link http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-104501-955.pdf
(Portal do MPS/Previdência Complementar)
Maior
parte das famílias brasileiras tem dívidas
Confiantes na economia,
na manutenção do próprio emprego e na capacidade de
pagar o que devem, mais pessoas estão se endividando. Na virada
de julho para agosto, o contingente de famílias que têm contas
a vencer saltou de 57,7% para 59,1%, conforme levantamento divulgado ontem
pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). A avaliação
da entidade é de que a taxa é “administrável” e que,
por trás dos números, há um alto grau de otimismo
do consumidor em relação ao futuro.
Boa parte da disposição
em comprar também teve como motores os incentivos fiscais concedidos
pelo governo para a aquisição de bens duráveis e o
alongamento do crediário feito pelo varejo. Houve elevação
de dívidas em todas as faixas de renda, sendo que, no grupo com
ganhos de até 10 salários mínimos, tal movimento acabou
sendo mais acentuado. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência
do Consumidor (Peic) coletou dados de 17,8 mil consumidores de todas as
capitais do país e do Distrito Federal.
A principal modalidade de
endividamento apontada pelas famílias é o cartão de
crédito. Em seguida aparecem os carnês, o crédito pessoal,
o financiamento do carro e o cheque especial. Tal ordem sofre poucas alterações
quando são observados critérios como renda e perfil familiar.
No comunicado sobre a pesquisa, a CNC assinalou que “a continuidade do
crescimento da renda real dos trabalhadores e a manutenção
da oferta de crédito com prazos alongados tende a famílias
dispostas a contrair mais dívidas, sem, no entanto, deixar de honrar
seus compromissos anteriores”.
Apesar da elevação
do índice de endividamento familiar, a inadimplência permanece
estável. Entre os consumidores pesquisados, 8,8% responderam que
não conseguirão quitar os débitos em dia — em julho
o índice foi de 8,9%. A manutenção do ritmo de crescimento
da massa salarial, a inflação sob controle e a enxurrada
de financiamentos disponíveis na praça teriam, segundo a
CNC, contribuído para aumentar o “potencial de endividamento” do
brasileiro. A pesquisa revela que 14,2% das famílias se declararam
muito endividadas.
Carlos Thadeu de Freitas
Gomes, economista-chefe da entidade, explicou que não há
o que temer. “Esse endividamento é administrável. É
mais um reflexo da confiança do consumidor. Há um momento
favorável. E, sem dúvida, o consumidor está mais despreocupado”,
disse. As informações colhidas em agosto, de acordo com ele,
indicam que o Natal poderá ser melhor do que se imagina em termos
de consumo. O analista advertiu, porém, que é preciso ficar
atento a pressões inflacionárias. “Esse é o grande
cuidado que o Banco Central tem de ter. As pressões podem ressurgir,
eventualmente”, reforçou Gomes, que foi diretor do BC.
Gastos em alta
Pelo quarto mês consecutivo,
o índice que mede a intenção das famílias em
consumir (ICF) — calculado pela CNC — subiu, atingindo 134,4 pontos em
agosto, frente 133,6 em julho. Qualquer patamar acima dos 100 pontos, de
acordo com os critérios adotados pela confederação
que representa o comércio, demonstra disposição das
pessoas em gastar. A CNC reafirma que a taxa “sugere fôlego por parte
do consumidor em manter o atual ritmo de crescimento do consumo”. Outras
entidades especializadas em diagnosticar o perfil do consumidor também
detectaram neste mês movimentos semelhantes.
Ao contrário do que
foi verificado no caso do endividamento familiar, a disposição
por consumir mais no curto prazo registrou variações dependendo
da faixa de renda das pessoas. Sob esse aspecto, os brasileiros com rendimentos
acima dos 10 salários mínimos impulsionaram a taxa, seguidos
pelos grupos com renda mais modesta, que voltaram a demonstrar desejo por
consumir e assumir novas dívidas nos próximos meses.
(Correio Web)
Pequeno
investidor ganha peso na Bolsa
Aplicadores com média
de R$ 14 mil acumulados são 58%, diz estudo
Segundo levantamento da
FGV, o principal objetivo de quem entra na Bolsa é acumular dinheiro
no longo prazo
O estudante de administração
Adriano de Maio, 26, começou a investir em ações há
um ano e meio. Disciplinado, todo mês ele aplica de R$ 200 a R$ 500.
Seu objetivo final ainda está distante: juntar para a aposentadoria.
Estudo da FGV (Fundação
Getulio Vargas) encomendado pela BM&FBovespa aponta que investidores
como Maio são maioria na Bolsa de Valores de São Paulo, que
vem se popularizando.
Segundo a pesquisa, das
861.720 pessoas físicas com conta ativa na Bolsa entre janeiro de
2005 e dezembro de 2009, 58,3% passaram a investir em ações
a partir de setembro de 2007, tinham menos que R$ 75 mil acumulados e movimentavam
menos que isso mensalmente na compra e venda de papéis.
De acordo com o diretor
de fomento de negócios da BM&FBovespa, Verdi Monteiro, metade
desses investidores aplica menos de R$ 2.000 por mês. O valor médio
em custódia (quantia total aplicada) é de R$ 14 mil.
Na avaliação
da FGV, o padrão de investimentos dessas pessoas indica que elas
passaram a comprar ações visando ganhos de longo prazo, motivadas
pelo histórico de valorização mais elevada da Bolsa
quando analisados intervalos de tempo maiores.
É o caso do diretor
de planejamento Milton Mattos, que começou a investir em ações
em julho, com objetivo de aplicar R$ 220 por mês. "Só pretendo
sacar depois de alguns anos. Percebi que as pessoas só ganham investindo
por muito tempo."
MUDANÇAS
Segundo Monteiro, a chegada
à Bolsa de investidores de menor renda já fez a BM&FBovespa
adotar mudanças. Foi por esse motivo que o investimento mínimo
em ETFs (fundos de índices de ações) foi reduzido
em dez vezes em agosto.
Outra medida que está
para sair do forno é a redução -33% neste ano e 50%
a partir de janeiro- dos custos fixos cobrados de corretoras.
O objetivo da BM&FBovespa
é elevar o número de investidores pessoas físicas
dos atuais 598 mil para 5 milhões até dezembro de 2014.
Para que a meta seja alcançada,
é preciso falar a linguagem da poupança, afirma Paulo Portinho,
gerente-geral do Instituto Nacional de Investidores. Ele considera que
aplicar pequenas quantias é a melhor estratégia de investimento
em ações.
"Quando você pega
sua poupança de R$ 5.000 e coloca tudo na Bolsa, comporta-se como
um jogador. Ao investir R$ 50, R$ 100 por mês, se beneficiará
do crescimento da economia brasileira sem se preocupar se entrou no melhor
momento." (Mariana Schreiber - Folha Online)